terça-feira, 27 de abril de 2010

Perde-se o emprego, mas não a saúde...

Pouca gente sabe que, em certos casos, a lei permite que o funcionário continue usando o plano da empresa mesmo depois de ser demitido

Para muita gente, perder um emprego significa mais do que ficar sem o salário mensal. Significa, também, abrir mão de uma série de benefícios importantes - entre eles, o plano de saúde corporativo. O que poucos sabem é que, em certos casos, a lei permite que o funcionário continue usando o plano da empresa mesmo depois de ser demitido. Para isso, é necessário que o desligamento tenha ocorrido sem justa causa e que o funcionário assuma a mensalidade no lugar da empresa - o que costuma valer a pena, já que os planos corporativos têm um custo geralmente menor.

Entretanto, são poucos os funcionários que aproveitam a brecha para atenuar o impacto de uma demissão. Primeiro, porque a maioria das pessoas desconhece esse benefício. Segundo, porque as próprias empresas não fazem muita questão de divulgá-lo. "Para a empregadora, essa escolha implica a manutenção de uma despesa. Apesar de o ex-empregado arcar com as parcelas, o custo da sinistralidade continua sendo da empresa", explica a advogada Maria Lucia Benhame, da Benhame Advogados, de São Paulo. Ela lembra, ainda, que a manutenção do plano pode comprometer o orçamento do próprio empregado demitido. "Muitas vezes, ele não tem condições financeiras de arcar com o custo do plano", ressalva.

2 comentários:

  1. E você só me posta isso agora?
    Tinha um dos melhores planos de saúde de possa imaginar e agora que fui demitido, não tenho mais.
    Mais já valeu só de ficar informado, o blog tá ficando show, parabéns Dorco.

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